
Brasília (AE) – O mercado de trabalho com carteira assinada surpreendeu em setembro, ao contratar 211 mil empregados a mais do que demitiu, de acordo com números divulgados ontem. O mês se destaca como o melhor dos últimos três anos, ficando abaixo apenas do resultado de 2010, quando foram criados 247 mil empregos formais. Esse também foi o melhor saldo registrado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) desde abril, quando houve criação de 247,8 mil vagas formais. Analistas do mercado financeiro contavam com a criação de, no máximo, 170 mil postos no período.
As 211 mil novas vagas representam um aumento de 4,32% sobre o saldo de 202,3 mil visto em setembro de 2012, considerando a série histórica ajustada do Caged, ou seja, a que considera os dados enviados pelas empresas para o governo mesmo fora do prazo O Ministério do Trabalho prefere, porém, que a comparação seja feita com a série sem ajuste (150,3 mil), que daria uma ampliação do mercado de 40,4%.
O resultado do mês passado foi fruto de 1,8 milhão de contratações e de 1,6 milhão de demissões, as maiores para o período da série histórica iniciada em 1992. No acumulado em nove meses, o saldo está em 1,3 milhão de empregos formais a mais do que no fechamento de 2012.
A Região Nordeste puxou o crescimento do emprego formal. O Sudeste, tradicional líder de vagas com carteira, foi superado pela primeira vez desde janeiro. Isso ocorreu a despeito dos 45,3 mil empregos abertos pelo Estado de São Paulo – o maior volume para o mês dos últimos três anos e o maior saldo das unidades da Federação.
O Sudeste criou 72,6 mil postos em setembro ante 78,2 mil do Nordeste. Para efeito de comparação, o Sul gerou 38 mil vagas; o Norte, 11,5 mil; e o Centro-Oeste, 10,7 mil.
Setores
O setor de Serviços seguiu como o campeão de geração de vagas, com um saldo de 70,6 mil. A indústria também chamou atenção pela recuperação em setembro. Foram 63,3 mil pessoas contratadas a mais do que demitidas no período, com destaque para o segmento de produtos alimentícios, que empregou 40 mil trabalhadores. O comércio foi responsável por 53,9 mil novos postos e a construção, por 29,8 mil.
A agricultura foi a única a encolher, ao fechar 10,2 mil vagas em setembro. Mesmo assim, o MTE salientou que o resultado não foi totalmente ruim, já que no mesmo mês dos três anos anteriores, as demissões do setor, também por questões sazonais, foram bem maiores.
