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Guilherme, duas frases e os sinais

Excelente artigo publicado no Blog do Fábio Sena sobre alguns aspectos da conjuntura eleitoral para 2014, especialmente sobre a possibilidade de uma candidatura do prefeito Guilherme Menezes.

Por Fábio Sena

“… Sempre foi assim: o partido que definiu…”. “… A presidente Dilma precisa de um apoio mais consistente no Senado e na Câmara…”. Duas frases, aparentemente simples – pronunciadas pelo prefeito Guilherme Menezes em entrevistas cuja íntegra fiz publicar neste blog – foram suficientes para iniciar o calendário de especulações acerca da já tão propalada possibilidade de uma candidatura do petista a deputado federal ano que vem. Assunto que, inclusive, ganhou repercussão estadual.

E a indagação recorrente dirigida a mim, como se fosse possível que eu, sabe-se lá por que razão, pudesse portar informação de tamanha importância, é a seguinte: “E então, Sena, Guilherme sai mesmo a deputado federal?”. Respondo sempre um sonoro e sincero “não sei”. A curiosidade de alguns chega a níveis patológicos. E não é para menos: a resposta a esta pergunta, seja lá qual for, significa a organização (ou desorganização) final do complexo tabuleiro eleitoral de 2014, com repercussões, no caso de Vitória da Conquista, diretas em 2016. É um caso raro em que até o “talvez” implica em mudanças radicais.

Um jornalista da capital, dono de prestigiada coluna política, me ligou anteontem; curioso por notícias guilherminas, me indagou dos eventuais desdobramentos de provável candidatura de Guilherme a deputado federal.  O máximo de minha contribuição foi afirmar que, para-além das especulações derivadas de duas frases aparentemente sem-fins-lucrativos, “nada de novo há no rugir das tempestades”. Expliquei que Guilherme não materializa informações; ele emite sinais. E que esses sinais, até agora, não são suficientemente claros sequer para formar aquilo que chamamos de tendências. A tendência é que fiquemos no aguardo de novos sinais.

Expliquei a ele que Guilherme não tem ansiedade, e que cultiva a filosofia das águas. Calmo, sereno e tranquilo, “enquanto o tempo acelera e pede pressa”, ele se recusa, faz hora e vai na valsa. Que ele experimenta conforto eleitoral que é privilégio de poucos. Dono de vitoriosa trajetória político-eleitoral, que lhe serve de marketing espontâneo, carrega consigo um extraordinário trunfo: o cada vez mais raro voto de opinião, cuja base é a defesa de princípios e valores. Que a experiência político-administrativa de Vitória da Conquista, repercutida no vasto território brasileiro, simbolizada e expressada majoritariamente na figura do próprio Guilherme, é uma gordura que não queima. É combustível eleitoral.

Fiz-lhe ver que não houve ingenuidade da presidenta Dilma Rousseff ao declarar, que a vitória de Guilherme, em 2012, foi mais importante que a de Fernando Haddad, em São Paulo, histórico ninho tucano. Há muito, para petistas e opositores, Vitória da Conquista deixou de ser apenas uma cidade; transformou-se num símbolo, a ser ostentado por uns, como exemplo do genuíno modo petista de governar, e a ser defenestrado por outros, que insistem em derrubar o mito, matar o símbolo. Por fim, apelei para Lenine, e solicitei dele um pouco mais de paciência, lembrando-o, claro, “que a vida não para”.

Fonte: http://blogdofabiosena.com.br/v1/opiniao-guilherme-duas-frases-e-os-sinais/#more-44598

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