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Mais médicos nas graças do povo

Corrigidas as eventuais distorções que sempre acontecem onde existem pessoas envolvidas, especialmente algumas que não pensam no bem da população, o programa Mais Médicos ajudará muitas comunidades que não tem esses profissionais no seu dia-a-dia.

Programa do governo federal atinge marca de 74% de aprovação popular segundo presquisa do Instituto Datafolha

Por: DIÁRIO DA MANHÃ

Pesquisa divulgada, ontem, pela Confederação Nacional de Transporte (CNT), apontou que 74% da população brasileira aprova a vinda de médicos estrangeiros para atuar no Brasil. O projeto integra o programa Mais Médicos (veja quadro), lançado em julho pelo governo federal, que tem por objetivo atrair médicos para trabalhar nas periferias e no interior do País. O estudo foi realizado entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro deste ano, em 135 municípios de 21 unidades da Federação nas cinco regiões. Na ocasião, pouco mais de 2 mil pessoas opinaram sobre o tema.

O atual índice de aprovação do programa de saúde do governo Dilma Rousseff (PT), tem aumentado em cerca de 26% comparado aos resultados de pesquisas passadas. Em junho, quando os médicos estrangeiros ainda estavam longe de desembarcar no País, dados do Datafolha apontaram que 47% aprovavam a vinda de profissionais de fora. Já em julho, este número subiu para 49,7%.

De acordo com a mostra da CNT, no quesito solução do problema, que enfrenta a saúde brasileira, apenas 49,6% dos pesquisados acreditam que o projeto Mais Médicos resolverá a grave situação que assola o País. Isso mesmo com 74% de aprovação do programa. Dentre o contingente de entrevistados, 62,4% necessitam do Sistema Único de Saúde (SUS), 20,8% usam o serviço privado e 16,5% utilizam ambos sistemas.

A pesquisa revela ainda que 37,4% das pessoas apontaram o atendimento do SUS como regular. Outros 18% avaliaram positivamente o serviço público, 18,6% disseram ser ruim e 22,9% considerou péssima a saúde brasileira. Na contramão desses resultados, 45% dos entrevistados afirmaram sendo bom o sistema privado, o índice engloba a opinião dos que fazem uso dele. Já 34,5%, apontou que o serviço oferecido é regular, 4% ruim e 13% dos pesquisados acreditam ser ótimo.

rejeição

O resultado da pesquisa revela que o governo federal ganhou a opinião pública na disputa com entidades médicas pela importação de profissionais. Dessa forma, parece que a hostilização aos trabalhadores estrangeiros vinda da maioria dos líderes sindicais do ramo e médicos corporativistas, além das vaias dadas em Fortaleza não representam grande parte da população brasileira. Nos últimos meses, as diversas atitudes consideradas imorais, a princípio, apenas ajudaram na empatia da opinião pública.

Juan Delgado foi um dos médicos cubanos vaiados na chegada, em Fortaleza, no dia 27 de agosto, por colegas brasileiros. Na ocasião, ele ficou impressionado com a onda de protestos e mostrou humildade em resposta aos possíveis companheiros de trabalho.

“Impressionou-me a manifestação. Diziam que somos escravos, que fôssemos embora do Brasil. Não sei por que diziam isso, não vamos tirar seus postos de trabalho. Isso não é certo, não somos escravos. Seremos escravos da saúde, dos pacientes doentes, de quem estaremos ao lado todo o tempo necessário. Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres prestar assistência”, declarou.

Plano de saúde: 3° sonho do brasileiro

Atualmente as péssimas condições e o problema crônico do Sistema Único de Saúde (SUS), no Brasil, coloca o plano de saúde em 3° lugar como maior desejo do brasileiro, segundo pesquisa do Datafolha. O estudo divulgado, no dia 6 do mês passado, revelou que 96% dos pesquisados apontaram o benefício como item essencial para o grupo familiar, ficando atrás apenas do sonho da casa própria e educação de qualidade.

A mostra entrevistou, em fevereiro deste ano, um pouco mais de três mil pessoas, entre beneficiários e não beneficiários, em oito regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Brasília e Manaus.

A pesquisa apontou que entre os principais motivos para ter ou adquirir um plano, entre aqueles que não contam com o benefício, estão: a qualidade do atendimento dos planos de saúde (47%); a saúde pública é precária e o cidadão não quer depender do SUS (39%); e por segurança, para sentir-se tranquilo em caso de doença (18%). As respostas eram múltiplas e o entrevistado podia indicar mais de uma razão.

Ainda de acordo com o levantamento, 96% dos entrevistados “concordam totalmente ou em parte” que “quem conta com plano de saúde tem mais segurança, no caso de doença ou acidente”, o mesmo índice de concordância para as frases de que o plano “é essencial” e “é essencial para quem tem filhos pequenos”.

Programa

Mais Médicos

Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa

As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais

No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros. Eles não precisarão passar pela prova de revalidação do diploma

O médico estrangeiro que vier ao Brasil deverá atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios

Criação de 11,5 mil novas vagas de medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o País, além da inclusão de um ciclo de dois anos na graduação em que os estudantes atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).

*Fonte: Portal da Saúde (SUS)

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