Divaldo Pereira Franco faleceu na noite de 13 de maio, em Salvador, aos 98 anos, por falência múltipla dos órgãos. Considerado um dos maiores nomes do Espiritismo no Brasil e no mundo, ele dedicou mais de sete décadas à doutrina, à educação e à promoção da solidariedade.
Uma vida dedicada ao Espiritismo e à solidariedade
Natural de Feira de Santana, Divaldo era o filho mais novo de uma família de 12 irmãos. Desde a infância, manifestava dons mediúnicos, que se intensificaram na juventude. A partir dos 20 anos, passou a se dedicar inteiramente à causa espírita.
Fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção e, posteriormente, a Mansão do Caminho, instituição que acolhe e educa crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A obra, localizada em Salvador, se tornou um símbolo de acolhimento e transformação social.
Reconhecido internacionalmente, Divaldo percorreu mais de 70 países, realizou mais de 20 mil conferências e psicografou mais de 260 livros. Toda a renda obtida com seus livros foi destinada a projetos sociais. Muitas das mensagens que psicografava vinham de sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis.
Saúde e falecimento
Nos últimos anos, sua saúde vinha se fragilizando. Em 2024, foi diagnosticado com câncer de bexiga, tratado com sucesso. No entanto, a idade avançada exigia cuidados constantes. Divaldo morreu na noite de terça-feira, por volta das 21h45, na Mansão do Caminho, onde viveu e trabalhou durante décadas. Estava cercado por amigos, colaboradores e pessoas próximas.
Cerimônias fúnebres
O velório será realizado nesta quarta-feira, 14 de maio, das 9h às 20h, no ginásio da Mansão do Caminho, em Salvador. O sepultamento está marcado para quinta-feira, 15, às 10h. Conforme seu desejo, o caixão permanecerá fechado e a cerimônia será simples.
Legado
Divaldo Franco deixa um legado que vai muito além da religião. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a paz, a educação, o acolhimento e o amor ao próximo. Inspirou gerações com palavras de fé, empatia e esperança, tocando corações dentro e fora do Brasil.
Seu exemplo continuará vivo na obra que construiu, nas vidas que transformou e nas sementes que espalhou pelo mundo.
