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O Brasil se despede de um dos maiores nomes da música mundial. Hermeto Pascoal faleceu neste sábado (13), aos 89 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares.
Internado nos últimos dias em decorrência de problemas respiratórios, o músico enfrentava complicações de uma fibrose pulmonar que acabaram levando à falência múltipla de órgãos.
O gênio que transformava tudo em música
Nascido em Lagoa da Canoa, no interior de Alagoas, Hermeto cresceu cercado pela sonoridade da vida simples. Autodidata, aprendeu desde cedo a extrair sons de qualquer objeto: panelas, chaleiras, água e até brinquedos viravam instrumentos em suas mãos.
Essa capacidade única lhe rendeu o apelido de “Bruxo da Música” e fez de sua obra um campo livre de experimentações. Misturando baião, jazz, música erudita e improvisação, Hermeto sempre rompeu barreiras e se tornou referência internacional.
Uma despedida musical
De acordo com relatos da família, Hermeto partiu cercado de afeto e música, como sempre desejou. No mesmo instante em que deixou este mundo, seu grupo se apresentava em palco — uma coincidência carregada de simbolismo para quem viveu em função do som.
Nas redes sociais, artistas e admiradores lamentaram a perda e celebraram o legado de um mestre que ensinou que a música está em tudo: no vento, no silêncio, no bater de uma porta ou no correr da água.
O legado que fica
Hermeto Pascoal não foi apenas um multi-instrumentista; foi um inventor sonoro, um pesquisador da vida em forma de música. Sua obra atravessou gerações e fronteiras, influenciando músicos dentro e fora do Brasil, acumulando prêmios e reconhecimento mundial.
Sua ausência dói, mas o legado permanece: a certeza de que a música é universal e pode nascer de qualquer lugar.
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