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Morre Sebastião Salgado, um gênio da fotografia

Reprodução / Redes sociais

Faleceu hoje, aos 81 anos, o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, reconhecido mundialmente como um dos maiores nomes da fotografia documental e humanista. Nascido em Aimorés, Minas Gerais, Salgado dedicou sua vida a registrar, com sensibilidade e profundidade, as realidades sociais, culturais e ambientais do mundo. Segundo a família, Sebastião faleceu por conta de uma leucemia grave. A doença surgiu como evolução de uma malária que atingiu o fotógrafo em 2010, quando visitada a Indonésia.

Economista de formação, Salgado iniciou sua carreira na fotografia nos anos 1970, passando por grandes agências como Sygma, Gamma e Magnum Photos. Sua obra percorreu mais de 120 países e se consolidou em projetos de impacto internacional, como:

  • Trabalhadores (1993), que documenta a dignidade do trabalho humano em diversas partes do mundo;
  • Êxodos (2000), que retrata os fluxos migratórios e os refugiados de guerras, fome e pobreza;
  • Gênesis (2013), um tributo visual à natureza e às regiões ainda preservadas do planeta.

Além da fotografia, Salgado também foi um ativista ambiental. Junto com sua esposa Lélia Wanick Salgado, fundou o Instituto Terra, responsável por recuperar mais de 2 milhões de árvores nativas no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

Sebastião Salgado recebeu dezenas de prêmios ao longo da carreira, incluindo o Prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades e o título de Embaixador da Boa Vontade da UNICEF. Sua obra foi exposta em museus e galerias de todo o mundo, e seu legado é referência obrigatória nos campos da arte, do jornalismo e da luta por justiça social.

O Brasil perde hoje um de seus maiores artistas visuais. Sua lente capturou não apenas imagens, mas a essência da condição humana.

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