O ex-presidente Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió, Alagoas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem foi emitida após a rejeição de recursos apresentados pela defesa de Collor, considerados protelatórios.
Collor foi condenado em maio de 2023 pelo STF a oito anos e dez meses de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação está relacionada a um esquema de corrupção envolvendo a BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras. Segundo a denúncia, Collor teria recebido cerca de R$ 20 milhões em propina para facilitar contratos com a construtora UTC Engenharia.
A prisão ocorreu por volta das 4h, no aeroporto de Maceió, enquanto Collor se preparava para embarcar para Brasília. Após a detenção, ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Alagoas e, posteriormente, transferido para o presídio Baldomero Cavalcante de Oliveira, onde cumprirá a pena em uma ala especial autorizada pelo STF.
Além da pena de prisão, Collor foi condenado ao pagamento de 90 dias-multa, à indenização solidária de R$ 20 milhões à União — juntamente com outros dois réus — e à perda dos direitos políticos por período equivalente ao dobro da pena. A defesa solicitou a conversão da pena para regime domiciliar, alegando problemas de saúde, mas o pedido foi negado.
O caso será analisado pelo plenário físico do STF, após o ministro Gilmar Mendes pedir destaque no julgamento.
Fernando Collor foi o primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, em 1989, e teve seu mandato interrompido em 1992, por meio de um processo de impeachment. Depois, retornou à vida pública como senador por Alagoas. Sua prisão marca mais um capítulo no enfrentamento à corrupção envolvendo figuras centrais da política nacional.
Fonte: Brasil 247
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Foto: © ABR; Valter Campanato/Agência Brasi
